O Gato Condecorado
11 junho 2023
O Gato Condecorado
28 maio 2023
Sopra o Vento como outrora
Eu te senti hoje. Depois de tanto tempo vens se mostrando para mim pela noite, pelos caminhos.
É inconfundível para mim a forma como assopra na madrugada, como mexe as árvores e as folhas no chão, para muitos dizer isso é insólito, mas é assim que é, eu te sinto e te vejo nas lufadas de vento na noite, sempre foi assim.
Escuto seu canto e seu sussurro; sinto seu aroma, seu perfume. Estás por perto, queres dizer algo, eu sei. Vou tentar escutar. Abrirei os ouvidas da alma para tornar inteligíveis os sinais.
Você me faz sentir-me Ôbèron novamente, este que se perdeu em algum ponto da trilha escura que fiz caminho em minha vida, ele está lá, onde soltamos as mãos, aguardando, perdido como eu, nessa caminhada. Talvez, quem sabe, até nos reencontremos. Ele, indubitável, deve estar diferente; eu estou e porque raios ele não estaria. Mas quem sabe nos abracemos, talvez ele me estapeie, um tapa seco, com um misto de raiva e felicidade de reencontro.
As arvores estão balançando seus galhos, sim, você está chegando.
Eu não sei mais para que cardinal está o Mausoléu. Foram muitas curvas, quedas, ribanceiras, montes escarpados, ladeiras e becos. O itinerário se foi. ... Mas quem sabe, e eu disse "quem sabe", você me aponte o caminho até ele.
Talvez não tenha mais a chave para entrar, mas com toda certeza será uma emoção vê-lo, ainda que de fora.
Mas, você está chegando, e tudo pode acontecer. Eu posso te sentir.
Se fechar os olhos agora, é bem capaz de te ver.
Você me tira das conversas sem sentido e valor, das pessoas vazias, do vazio de propósitos, no mau-conselho, da detração (você me ensinou a não aplicar um minuto da minha vida com detratores), Você me traz a arte, a arte que eu permito que me salve todos os dias desse abismo cinza do coletivo humano. Você resgata minh'alma desse poço de alcatrão que é a vaidade e o ego, como um André Luís em meu umbral pessoal.
Quando conversávamos nas infindas madrugadas, meu filho ainda não estava nesse mundo (ou estava), ainda não era (não como agora, ao menos).
Ele também tem o talento, eu percebo. Que ele siga seu próprio caminho, que desvende como o seu talento se fará vivo em si. Será um privilégio assistir isso, se o Universo me conceder essa honraria.
Você está aqui.
Escuto Daniel Pemberton
11 julho 2013
se vivo
mas sabe, agora, que ela o vê como a infelicidade de sua vida.
Ele a quer feliz, posto que a ama.
Se ele é a infelicidade de sua vida,
liberta-a da tristeza, pois,
ainda que para si o abismo isso seja.
A queda do abismo é longa, gélida e angustiante,
mas após a dor e o estrondo do baque no fundo, se vivo,
seguirá.
17 maio 2013
Longe
que curtia muito muito, que amava e fugiu?
Um brinquedo, um livrinho, um joguete que perdeu?
Ou uma joia que te escapuliu? aquela que você tinha como tesouro precioso?
Dói demais estas perdas não é?
É como andar na rua em dia frio sem agasalho,
você sente aquela agonia e sofrimento do frio,
aquilo não te mata, mas te traz uma sofreguidão sem tamanho,
sente aquela sensação de insuficiência, de vulnerabilidade que não passa.
E oque mais te traz dor e ao mesmo tempo alívio
é saber que talvez aquele passarinho esteja voando mais feliz e livre agora,
aquele brinquedo está trazendo mais felicidade nesse instante,
e aquela joia agora longe de você, pode estar brilhando mais agora.
Talvez o caminho mais sensato seja admitir isso.
Agora está tudo mais triste por aqui,
mas lá longe agora está melhor.
E, quem sabe, toda essa dor seja o melhor a acontecer,
ao menos lá no longe de ti.
17 dezembro 2012
Depressão, gole e meio...
10 setembro 2012
Coisas que tiram-me de mim
29 julho 2012
Caminhos
23 março 2012
Dos livros que li
07 fevereiro 2012
Gato Judiado
Lambendo seu pêlo
tratando com zêlo
como bailarino
seu casaco feupudo
trepado no murro
silencio, ele é mudo?
de olhar muito duro
nao dá um miado
tirou-lhe doçura
a vida cruel
se tivesse ficado
longe da agrura
um dono fiel
tivesse encontrado
seria ele ainda
mas uma diferença
se perceberia
mudança mais linda
por dentro seria
confiança e crença
em amor e ternura.
18 dezembro 2011
Pingos
e cospem pingos e desaforos ao calor que dominava solene até então.
Os estralos das gotas que ouço são música dentro de minha mente; e
são aliviadouros verdadeiro em tal tarde de verão.
As flores nos vasos concordam,
e se banham felizes em cena obscena, nuas pois que estão.
16 dezembro 2011
Pedaços
faço minha mente atravessar um universo e chego
mais perto de você; Ainda que não a alcance.
Muitos sonhos despedaçados, e são os únicos
fragmentos que ainda tem alguma forma reconhecível
do que eu fui e do que eu desejei ser naquele dia.
Do futuro eu nada sei ou aguardo,
só espero esta tarde passar,
sentado a cadeira,
atravessando um universo.
29 outubro 2011
Fugas proparoxítonas
e pensamentos fúnebres.
Colecionando resultados pífios,
presenciando posturas líquidas,
e tendo reações ígneas.
Acreditando em conquistas sólidas.
.
Observando mulheres tímidas,
e tocando fêmeas intrépidas.
Penso em fugas etílicas,
causando demandas piroclásticas,
tenho falas solícitas,
e gestos harmônicos.
Gerando fronteiras flácidas,
de derrotadas sociedades típicas,
e movimentos biômicos.
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permaneço fugindo das soluções cítricas,
e dos finais incômodos.
Éder
08 agosto 2011
Exatamente neste momento
03 agosto 2011
Prossigo cantando, beijando o espaço
de respirar, de agradecer, de sorrir tranquilamente,
de auxiliar, de construir, de compreender.
É hora de construir
Prossigo cantando, beijando o espaço
Além do cabelo que desembaraço
Invoco as águas a vir inundando
Pessoas e coisas que vão se arrastando
Do meu pensamento já podem lavar
Ah! no peixe de asas eu quero voar
Sair do oceano de tez poluída
Cantar um galope fechando a ferida
Que só cicatriza na beira do mar
É na beira do mar
Nem sempre nos dias de festa, mas no dia da batalha os amigos sempre lutam no mesmo lado!Que os Deuses e Deusas me emprestem o fio da espada e perfume da rosa. Hoje, agora e sempre!
03 julho 2011
Rememberes no frio
Aqui nesta terra de Piratininga ainda faz frio, garôa e venta gelado. Não Posso dizer que isso me incomoda, pois os que me conhecem sabem que eu me alimento desse clima, desse espírito da Terra.Hoje escutei na madrugada Red Hot, esse clip é um sarro.
14 junho 2011
Entre o "talvez" e o "certamente"
Muito tempo sem abrir as portas do Mausoléu, tudo empoeirado e rangendo. Mas não é assim que tem de ser um mausoléu?
30 janeiro 2011
Frouxos de Caráter, Afastai-vos
18 novembro 2010
Time off
05 setembro 2010
Ondas noturnas
12 agosto 2010
Chuva Leonina se aproximando
Hoje, a Nasa prevê uma linda chuva de meteoros visível nesta madrugada agora (13/08), lá pelas duas da manhã (veja reportagem do portal Terra). Eu adoro as Perseidas, é assim que a astronomia chama esta chuva Leonina. Pois sempre, concomitantemente, ocorrem coisas curiosas em minha vida.[Sexta-feira, Dezembro 03, 2004]
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Olhai as perseidas no céu
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Semanas sem se manifestar. Mausoléu cerrado, silêncio sepulcrau (como de praxe é um Mausoléu). É estranho como a vida traz uma sucessão de acontecimentos que nos afastam das coisas que amamos, não é? Bem, deixe isso pra lá...
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Mas ao emergir do profundo de meus imprevistos previsíveis vejo em minha caixa de emails e comments dizeres tão legais, é muy importante saber que pessoas sentem falta da gente, do que fazemos ou escrevemos, do que temos a dizer, enfim, de nós. Gente que está em outros lugares, acerca ou longe, outros países, outras realidades, e estão tão pertinho da gente como outros que estão ombro a ombro fisicamente não estão. E sabem de nós, e os que nos olha cara a cara não sabem. É bem interessante.
Meus mais profundos, sentidos e fortes agradecimentos a todos que aqui visitam e às vezes deixam (ou não) seus posts e me fazem crer que sou importante ou que faço parte de um momento de sua atenção. Isso é mágico para mim e de extrema importância.
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Não tem nada a ver, mas no dia 19/11 por conta de uma chuva leonina (aquele montão de meteoros riscando o véu negro do céu noturno) fiquei de cara pro ar olhando o firmamento por um belo tempo na madrugada. Foi bem interessante, pouco vi dos meteoros, mas fiquei contemplando a imensidão celeste na noite. A gente fica sempre olhando pro chão e esquece do universo. Fica registrado na nossa mente que o "Tudo" é um raio de 30 metros a nossa volta e acabou. Então quando olhamos para o espaço perdemos a noção de parâmetros de tamanho e distância diminutos que elegemos para nossa vida e mondo e quando baixamos a visão pro horizontal novamente temos a real percepção que estamos encarcerados em nossos minúsculos e ridículos corpos físicos e que vivemos como ínfimas partículas num universo mais do que gigantesco. Quando olhei a minha volta me senti um pouco "pequeno príncipe" regando a rosa e desentupindo vulcões num minúsculo planetinha então quis também segurar a cauda de algum cometa e sair pela Via Láctea conhecendo vários lugares, outras plagas.... ... ...Ilusão... ...
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Acho q preciso viajar dentro de mim, Já que não posso ser o Cosmonauta da literatura. Conhecer outras galáxias e quadrantes dentro do universo de meu próprio eu, invariavelmente conflitante e peremptório. Me aventurar pelos oceanos desconhecidos das almas que estão próximas a mim, descobrir novas matizes das conhecidas cores das paisagens da minha rotina. Desbravar o Cosmo de meu lugar comum... ...Expandir.
Parecem bobagens mas certas vezes estas coisas, as chuvas leoninas ou outras paradas, aparentemente sem relevância me põem a pensar e delirar por dias, semanas, meses às vezes. Sempre estamos pensando em ganhar dinheiro ou provar que podemos mentir mais perfeitamente que o outro e temos vergonha (ou sei lá o quê) de aplicar tempo pensando nas chuvas leoninas. Eu queria perder mais tempo olhando para o céu nas noites de perseidas e chuvas leoninas. Talvez algum dia me convenceria que o universo não é só os espaços que fazem parte do meu dia-a-dia da maneira que conheço.
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por Ôbèron * Sexta-feira, Dezembro 03, 2004
