Ele, de fato, a ama muito,
mas sabe, agora, que ela o vê como a infelicidade de sua vida.
Ele a quer feliz, posto que a ama.
Se ele é a infelicidade de sua vida,
liberta-a da tristeza, pois,
ainda que para si o abismo isso seja.
A queda do abismo é longa, gélida e angustiante,
mas após a dor e o estrondo do baque no fundo, se vivo,
seguirá.
Mostrando postagens com marcador fim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fim. Mostrar todas as postagens
11 julho 2013
17 maio 2013
Longe
Você, quando criança, já teve um passarinho, um grilinho ou outro bichinho
que curtia muito muito, que amava e fugiu?
Um brinquedo, um livrinho, um joguete que perdeu?
Ou uma joia que te escapuliu? aquela que você tinha como tesouro precioso?
Dói demais estas perdas não é?
É como andar na rua em dia frio sem agasalho,
você sente aquela agonia e sofrimento do frio,
aquilo não te mata, mas te traz uma sofreguidão sem tamanho,
sente aquela sensação de insuficiência, de vulnerabilidade que não passa.
E oque mais te traz dor e ao mesmo tempo alívio
é saber que talvez aquele passarinho esteja voando mais feliz e livre agora,
aquele brinquedo está trazendo mais felicidade nesse instante,
e aquela joia agora longe de você, pode estar brilhando mais agora.
Talvez o caminho mais sensato seja admitir isso.
Agora está tudo mais triste por aqui,
mas lá longe agora está melhor.
E, quem sabe, toda essa dor seja o melhor a acontecer,
ao menos lá no longe de ti.
que curtia muito muito, que amava e fugiu?
Um brinquedo, um livrinho, um joguete que perdeu?
Ou uma joia que te escapuliu? aquela que você tinha como tesouro precioso?
Dói demais estas perdas não é?
É como andar na rua em dia frio sem agasalho,
você sente aquela agonia e sofrimento do frio,
aquilo não te mata, mas te traz uma sofreguidão sem tamanho,
sente aquela sensação de insuficiência, de vulnerabilidade que não passa.
E oque mais te traz dor e ao mesmo tempo alívio
é saber que talvez aquele passarinho esteja voando mais feliz e livre agora,
aquele brinquedo está trazendo mais felicidade nesse instante,
e aquela joia agora longe de você, pode estar brilhando mais agora.
Talvez o caminho mais sensato seja admitir isso.
Agora está tudo mais triste por aqui,
mas lá longe agora está melhor.
E, quem sabe, toda essa dor seja o melhor a acontecer,
ao menos lá no longe de ti.
07 dezembro 2011
Desventuras? Eu quero um Combo!
Daqui da altura do telhado do Mausoléu (de onde se tem vertigens acachapantes olhando-se para baixo) eu posso ver pessoínhas lá embaixo fingindo ser felizes com a receitinha de bolo dos outros. Parecem, no meu entendimento, desejar aparentarem viver num eterno comercial de cerveja skol, rindo embasbacadamente, rastejando-se por um caminho manjado e fabricado por verdades cenográficas de alto-astral tipo praia, samba, álcool, bunda, sol e churrasco.
O Bom Jesúis sabe que eu tentei sempre ser tolerante com as pessoas que fazer o tipo "alegrinho(a)-superficial", mas muitas vezes, confesso, não "logrei êxito". Nem sempre o cidadão está zen o suficente para ouvir coisas do tipo "Uhú! sexta-feira! fechô seizóra! vamu escutar calcinha preta (?!?!?!) no Zé Leite!!" enquanto você tenta desenvolver uma ação solidária coletiva num orfanato.
É claro, ninguém é obrigado a ser o "engajadinho mala", lóbiviu (com o diria meu sobrinho), mas tudo na bitola. Nem mais, nem menos.
O Bom Jesúis sabe que eu tentei sempre ser tolerante com as pessoas que fazer o tipo "alegrinho(a)-superficial", mas muitas vezes, confesso, não "logrei êxito". Nem sempre o cidadão está zen o suficente para ouvir coisas do tipo "Uhú! sexta-feira! fechô seizóra! vamu escutar calcinha preta (?!?!?!) no Zé Leite!!" enquanto você tenta desenvolver uma ação solidária coletiva num orfanato.
É claro, ninguém é obrigado a ser o "engajadinho mala", lóbiviu (com o diria meu sobrinho), mas tudo na bitola. Nem mais, nem menos.
E quando o mesmo declara para você num volume de voz que mais parece que estás numa sala 10 metros distante: "Peixe, vamu pro Zé leite? lá tem uma vaca-atolada do diabo!"
Que é do diabo eu não levanto polêmica, mas logo após meus tímpanos voltarem a um nível de funcional ao menos metade do anterior eu realmente gostaria de discutir a real satisfação de curtir uma vaca-atolada a 30º C de verão tropical com pessoas ululantes, escutando uma música, digamos, diferenciada (como diria Mr Tucano). Well, gostos são gostos e yo nada tenho akver com isso.
Caminho rumo ao meu santuário de descando e ao chegar, qual a supresa? Os mais novos vizinhos tinham produzido uma festinha (um rala-bucho) que transbordava para a rua. Tocando, para deleite do meu pavilhão auditivo, pérolas do cancioneiro das altas latitudes brasileiras. Abri o portão da garagem já me sentindo em algum pancadão de Belém. imaginava que a qualquer momento um ximbinha iria me abordar e me dar alguma punhalada final na minha alma.
entro em casa, tento me desentoxicar disso tudo, colocando dois xumaços de algodão no ouvido e clamando socorro a um martini gelado. Mas quando abro meu email.... ... ....é minha editora solicitando para eu fazer uma boa reportagem de um suposto notório grupo de forró, ou tecno-brega, ou pagode, ou axé, ou funk, ou sertanejo, ou macarena, ou lambada, ou macuco universitário, ou algo assim (!!!!!!!!!!!!!)daí o cidadão se sente na obrigação de sofrer uma embolia.
são dias difíceis...
é o 2012 chegando, é a primavera árabe, o armagedon, o kaly-yuga, o purgatório na Terra, ou algo assim.
05 setembro 2010
Ondas noturnas
Estar no mar a noite é algo tão bom para mim. Sentir nos pés e no corpo as frias ondas noturnas. Ouvir o rugido do oceano na escuridão que funde o horizonte ao negro céu.
Isso é algo que me alimenta e me leva além de mim.
Esta noite é uma noite muito importante para minha vida. Nesta, possivelmente, muita coisa acontecerá e disso muito se alterará.
Talvez, quem sabe, por muito tempo este Mausoléu não me verá presente.... ou o contrário.
Assinar:
Postagens (Atom)