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17 abril 2012

Assoberbado

Ausente faz um bom tempo aqui do Mausoléu,

são muitas tarefas ultimamente e anda me absorvendo muito, trabalhando dia e noite. Preparações para a Bienal do Livro. Mas buscarei mais tempo para publicar posts aqui,

às vezes penso em abandonar o Mausoléu, mas já são quase dez anos, não dá pra pensar em naão escrever quando der vontade por aqui.

Em breve haverá mudanças, e novidades: em junho publicarei uma compilação das crônicas deste e do velho Mausoléu dos Desvairados, e novos contos, alguns em quadrinhos. Sairá em versão impressa e e-book. Quando tiver mais próximo informo detalhes.


Publicação Mausoléu dos Desvairados, a sair em junho, uma curtição fazê-lo.

23 março 2012

Dos livros que li

Este ano se tudo continuar como camnha devo atingir a marca de 3 mil livros lidos, bem lidos e absorvidos; bem como chegar a 100 livros escritos. Para alguns, à priori pode parecer números altos, mas para um editor é média.

Para um leitor comum certamente é, visto que a média de um bom leitor é de 500 na minha idade. Além do livro ser caro no país se guarda o estigma de quem lê mais de dois livros no mês, ou é rico ou não tem mais nada o que fazer, não tem vida social. Triste mentalidade.

Além de ser editor, claro, conta o fato de eu ter crescido em meio a uma rasoável biblioteca, compendiada por meu pai, um amante da literatura. Aos 16 ou 18 já tinha lido mais de 400 livros. E obras de Proust, Socrates, Platão, Engels, Kafka, Machado de Assis, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Eça de Queiroz, Neruda, Malinowsky, Jung e outros não eram estranhas para mim.

É interessante como isso hoje tomou uma importância diminuta dentro de mim. Claro, eu sei do tesouro que é isso dentro de minha alma, entretanto é tão insignificante quando se observa o ouro do mundo, o interior das pessoas, o universo inteiro que é um ser humano, que todo esse arsenal de conhecimento se simplifica e perde o brilho de metal precioso.

Vejo tantas pessoas se engalanando pelo fato de ter lido Levi Strauss, ou Ivanov, ou Wilde, ou Boff, ou sei lá o quê. Quanta vaidade vazia, despropositada.

Leituras sem vivências é conhecimento morto, que não se transforma em sabedoria. Das pessoas que conheci as mais interessantes, profundas, sábias, criativas eram as mais simples e desprovidas de bagagem catedrática.

Hoje sou responsável direto pela edição de dezenas de livros por ano, e ainda bem, é uma lista eclética de literatura, quase isenta de preconceitos (digo quase pois nunca estamo slivre disso, ainda que nos esforcemos).

Aqui rendo minha homenagem aos simples, aos tranquilos, não empossados nos tronos da vaidade dos que se entendem à parte da "sociedade diminuta".

28 janeiro 2012

Roubo, mato e estupro pq sou revolucionário

É, realmente não estou entendendo mais nada. Ontem, no meus tempos de garoto, quando um criminoso entrava dentro de nossa casa e roubava tudo que lutamos para conquistar ele era censurado pelos vizinhos, pela sociedade. Quando alguém entrava dentro de um atelier e roubava esculturas ou pinturas que um artista tinha, através de sua criatividade, produzido através dos meses isso era censurado pelos vizinhos e esses apoiavam a vítima. Ontem quando alguém roubava o dinheiro de alguém numa "saidinha de banco", dinheiro esse fruto do seu suor, os cidadãos rechassavam isso e apoiavam a vítima. Agora é diferente... dolorosamente diferente....
Seus vizinhos agora apoiam o ladrão e acuam a vitima do roubo. Por quê? porque todos nós nos tornamos ladrões miseráveis e caras-de-pau. Somos contra a lei anti-pirataria, acobertando e leniando o ladrão pois isso nos é conveniente, podemos continuar roubando como ratos o alimento na noite dos caminhos. Roubando músicas, filmes, literatura, tudo, tudo, roubando músicos, intérpretes, compositores, escritores, ilustradores, programadores, autores e artistas de toda sorte... o negócio é roubar. Somos ladrões fedorentos e coniventes com o estupro de artistas e criadores de toda ordem por toda a esfera planetária, sedentos que somos por roubar também o que é direito do criador, do trabalhador, do operário da arte, sob a desculpa que temos de lesar a grande indústria manipuladora e capitalista. Mas na verdade só lesamos de fato o artista, que criou algo e vive do direito autoral e não receberá por ele.
Agora, eu, artista, não tenho direito sobre meu próprio ganho sobre minhas obras, pois todos se acham no direito de me roubar, derrubar e chutar minha bunda. Porque direito autoral é para os canalhas donos do mundo e isso tem de acabar (?!?!). Coloquei uma máscara de "V de Vendetta" no meu perfil e sou subversivo, nhec nhec! Nããão, você é só um ladrãozinho. Nada mais que isso.
Viva a lei Anti-Pirataria.


05 março 2011

A Velocidade dos Acontecimentos

Este início de ano tem sido muito feroz.
Quase sem tempo para fazer coisas frugais que costumava fazer.
Os editoriais se multiplicarm tanto que tomam quase todo meu dia. Mas isso é incrível, minha melhor parte, lidar com o processo criativo me excita. A equipe formada, uma gente incrível, cheia de gás e sonhos. E muitos mais vão chegar. Essa confiança que aplicaram em mim, farei de tudo para nunca deixar a desejar. Confiança, aliás, confiança, um produto dourado.
Estou me reajustando, pois por muitos anos fiz um trabalho solitário de ilustração e redação, na minha mesa eu e minha tela. Agora são muitas pessoas, a maioria jovens talentos, são muito critivos e capazes, mas precisam de direcionamento, técnica.
Sem contar com a faculdade que exige de mim um esforço a mais, mas que também estou me deliciando.
Desculpem-me, todos que chegam aqui e não leem mais textos novos com frequencia, são meus dias que me preenchem.
pero, luego, volverei.
Luz e Paz a todos, com muitas coisas boas acontecendo em seus dias e muita gente bacana a sua volta.

11 setembro 2010

De Volta

Já fazia um tempo que não ía para a cozinha, aprontar. Um dos lugares onde mais podam me encontrar em tempos ídos era diante de um forno e fogão.fazendo minhas carnes, meus cakes, minhas pastas, meus doces.

Mas agora não é mais assim, raramente me aventuro na cozinha. Todavia esta manhã as panelas e batedeiras sentiram minha fúria e executei algumas aventuras e desventuras por lá. Dentre estas uma bela (e deliciosa) torta de morangos.

Bem, deixando os assuntos culinários hora de lado, estou de volta a Sampa, para concluir meus projetos editorais. Que não são poucos e não são pequenos. Serão várias noites diante das pranchetas e do computador. Muita tinta salpicando pra lá e pra cá (para quem sempre me ouve falar dos meus trabalhos e nunca os viu, até pelo motivo de raras as vezes tê-los mostrado, quem quiser ver alguns neste endereço ,pode-se observá-los).

Deixe-me desligar o note que a bateria está no fim e eu perco este post.

Hasta pronto.

16 julho 2010

Quem sabe isso tudo valha a pena...

Ontem recebi a ligação de um velho amigo meu. Fazia alguns anos que não nos falávamos. Para ser mais exato cinco anos. No seu telefone havia um certo tom de urgência, isso me preocupou. Foi uma rápida conversa, alguns minutos. Ele pedia que o encontrasse no hotel a qual estava hospedado.

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Eu estava, como sempre com trabalho até o último fio de cabelo, mas eu jamais poderia negar o pedido desse meu especial amigo. Lá fui eu.

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Fui pensando mil coisas, o do por quê ele queria me encontrar assim de qualquer forma. Foram inúmeras as idéias que minha mui fertil imaginação de escritor pôde, no intervalo de 45 minutos, formatar a respeito.

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Quando cheguei no hotel ele me recebeu com largo sorrido e apertado abraço. Bem, pela aparência nenhuma tragédia o assolava os dias, ao menos a cara não declarava.

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Disse ele:

-Eder, amigo meu, vou falar rapidinho porque daqui a pouco tenho de pegar avião de volta a Ásia. -virou-se para uma pasta abriu um envelope e retirou um cd - Segura, é teu, tá autografado e com dedicatória. Agora não me pergunta o que tá escrito que eu não sei nada de chinês.

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Peguei o cd e olhei. Supresa total. Era um cd de uma instrumentista chinesa, Wei Wei Wuu, ela toca erhu (violino chnês), é um expoente contemporâneo do intrumento. Eu sempre amei sua arte. Pois esta é viva. Sua música fala sua extrema sensibilidade.

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Me lembro de ter mencionado uma vez isso com ele faz muitos anos, e ele havia gravado. Não esqueceu. E quando em viagem a china a trabalho, pôde ir ao um evento onde ela tocava e lembrou de mim, do que havia dito, e conseguiu um cd autografado.

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Para mim foi um gesto tamanho em generosidade. Mais ainda, grande prova de carinho, de amizade verdadeira.

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Fiquei muito feliz. Essas coisas fazem a gente acreditar que vale a pena toda essa insanindade de vida e que talvez esteja fazendo as coisas corretamente, que esteja lidando com as pessas de maneira a contrair o respeito e carinho delas.

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Vos digo:

por mais difícil que seja, não lide na superficialidade com as pessoas a sua volta, lide com respeito e atenção. Olhe nos olhos, se importe de verdade.

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Amizade, real ou virtual, é coisa rara, é algo para se guardar longe do nosso lado menos iluminado.

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Quer escutar Wei Wei Wuu? então ouça, aqui.

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