25 março 2010

Semaninha.... já foi

domingo, saí para tomar uma grapette, mas no insucesso (previsível) passei na sorveteria da padaria Bella paulista, tradição da Haddock Lobo,... hhmmm... delícia aqueles gelados especiais.
Precisava oxigenar as idéias, respirar um pouco.
Sorvetes, conversas, bobagens, novos pensamentos e insPirações, is good.
Depois de um bom e agradável tempo sentado nos bancos laterias da Bella Paulista caminhei para continuar meu dia.
Levar a minha Moira gata ao veterinário para retirar pontos da esterilização.

segunda, me encontrei com alguns velhos amigos. Para manter nosso velho (e enferrujado) espírito subversivo combinamos de tomar um capuccino com bolachas (de graça) no desjejum do laboratório Belboni Ariemo. Mais bobagens, mais ladainhas...

terça, correria total para seguir cronograma do novo jornal A Gazeta Verde que sai impresso já em abril, muuuito por fazer. Diagramações, matérias, anunciantes, patrocinadores...
Aguentar o vizinho escutar seu forró em todo volume no meu ouvido. Por que será que todo mundo que gosta de ouvir "música" no talo só aprecia música tranqueira?


quarta, dor no pé da coluna (coisa de véio), e eu andando torto o resto do dia.
Desenhar gráficos e ilustrações para enciclopédia de ciências (isso eu gosto). Mas desenhar com dor na coluna não é nada interessante.
Passagem à noite pela Livraria Cultura, meu Playcenter.

quinta, mais correria para executar ilustrações da enciclopédia e roteirizar histórias para revista infantil. Acho que esses editores imaginam que nós artistas somos máquininhas de criar. É só apertar o botão e inicia-se a produção artística, como sê pastelaria. Bem, Eder, deixa de reclamar.


sexta, ... ... .... eu quero a minha Grapette.

12 março 2010

Glauco, amigo meu, que os Deuses de Valhala te recebam de braços abertos.

Diário de Bordo,
hoje é dia 12 de Março de 2010
e ainda navega em minha mente o sentimento de incredulidade.
Faz algumas horas recebi uma ligação de um amigo meu editor que me fez estremecer. Nosso amigo em comum havia sido assassinado juntamente com seu filho neste dia.
Glauco Villas-Boas, nosso querido e retardado amigo cartunista estava morto. Fora assassinado por patifes na madrugada de hoje.
Glauco e eu haviamos trabalhado juntos na mesma editora no início dos anos 90, na editora Circo. Eu em início de carreira e ele já consagrado cartunista premiado. Aprendi muito com ele, Laerte e Angeli. Todos sempre estavam por lá. Editavam suas revistas mesais pela Circo. Eu era um ilustrador e redator de revistas em quadrinhos de terror e eróticas com poucos anos de estrada.
Atualmente nos esbarrávamos vez por outra em eventos de HQ e livrarias.
Cara, não dá para crer. Uma vida criativa se vai por meros tostões para comprar pedrinhas dessa droga do capeta.
Já estou lutando contra essa bendita depressão que me abraçou após o falecimento de meu pai mês passado. Agora essa.
São dias difícieis, dolorodos. Que os Deuses confortem sua esposa, filhos e familia.

16 fevereiro 2010

Alexandre e seu companheiro Bucéfalo

Muito, muito calor nas terras de Piratininga. Saudades de ti, Sampa veritas, minha terra da garôa. Para suportar esse Kalahari somente com um bom dry martini bem gelado a cada, digamos, 5 minutos.

Dia desses em passagem pelo Centro Cultural São Paulo para ver a exposição Quadrinhos Marginal - 40 anos o inusitado aconteceu, para variar, em meu caminho. E como não poderia deixar de ser, um gato permeou o ocorrido.
Sentado estava eu no Graffiti, restaurante do CCSP, degustando avidamente (leia-se devorando) meu fast-food ao mesmo tempo que lia um fascinante Austregésilo de Ataíde quando, de relance vi uma pessoa puxar conversa com o homem da mesa ao lado: - Boa tarde, poderia o senhor oferecer algo para mim e meu gato? - muito educadamente solicitou um andarilho. - Vá à m... seu vagabundo. Procura o que fazer, seu lixo, que não vai precisar me torrar o saco pedindo nada! - Escoiceou o cidadão sentado a mesa.

Pensei comigo: - Bastava um sincero "não".
Olhei o gato que o senhor tinha no colo, um tigrado belo e bem robusto, autivo e com ares de aristocrata, como todo gato deve ser. Respirei fundo e fechei os olhos para não me envolver num inútil bate-boca com um ser de espírito endurecido. Neste instante ouço o andarilho balbucear - Sors immanis et inanis - como? eu ouvi isso? o "vagabundo" soltou um latim mais que apropriado para seu momento desafortunado? (Sors immanis et inanis - Destino monstruoso e vazio) Levantei a cabeça e olhei para ele, que já estava saindo de lado. Falei: Dum vita est, spes est (Enquanto houver vida, há esperança) e convidei-o a sentar a minha mesa. Ele sorriu e com um balançar de cabeça elegante aceitou e sentou-se, ele e seu belo felino.

Pedi um salgado para o nobre vagabundo com café e um copo de leite para o bichano. Percebi que os garçons não gostaram da minha atitude mas para mim pouco me importou. Me apresentei e perguntei seu nome - Alexandre - ele disse. - E o bichano? - perguntei. - Bucéfalo - respondeu.
Sim. Nada mais apropriado que Bucéfalo para o companheiro de Alexandre. Percebía-se que o andarilho tinha alguma bagagem literária. Comeram cada um suas refeições enquanto eu prosseguia em minha leitura.

-Quer mais alguma coisa? - perguntei ao acabarem.
-uma chave de um cofre de banco, que tal? - sorrindo.
-Ab amicis honesta petamus (Só devemos pedir aos amigos coisas honestas) - respondi somente para ver sua reação.
Ele sorriu e desferiu - Homo hominis lupus (O homem é o lobo do homem) - e completou - A gente quer ser legal, mas a vida teima em tentar tirar da gente o que não presta.
-Sim, eu compreendo e concordo - disse-lhe.
E ele - A fronte praecipitium a tergo lupi (À frente, o precipício, às costas, os lobos.) - já se levantando.
Sorri pela resposta, adorei o bate-bola em latim, engalanou meu início de tarde, e justo com um improvável morador de rua, o inesperado acontecendo. Pensei ainda em perguntar como sabia latim, se teve uma educação em algum tradicional colégio de padres, ou quem sabe um professor universitário, por dado motivo, fracasssado; ou ainda quem sabe simplesmente achara um livro de sentenças em latim em algum latão de lixo. Não quis quebrar o momento e me calei, somente recebi seu agradecimento.

Ao se levantar Alexandre o tigrado pulou de seu colo, caminhou pela mesa maciamente, como todo gato deve caminhar, e roçou sua cabeça em meu braço. Vindo de um felino sabia ser um "obrigado" mais que sincero. E isso me completou o dia. Fiz um afago em Bucéfalo e deixei-o voltar para seu porto-seguro.
Ao saírem o cretino da mesa ao lado pronunciou, desta vez educadamente: - Era latim o que vocês estavam falando?
Observando todo aquele verniz e doçura direcionados a mim, vindo de alguém que a poucos instantes demonstrou tamanha rudeza com o desfavorecido, respondi: - Acta simulata substantiam veritatis mutare non possunt (Os atos simulados não podem mudar a substância da verdade.).
Ele retrucou: - desculpe-me, como?
-Sim, era latim. - confirmei, presenteando-lhe com um cínico sorriso.
-Nossa, que doidera. - revelando surpresa e confusão mental. - Detestava aulas de francês na escola. Imagina latim? - disse-me com cara de nojinho. E completou - Só aprendo o que me serve, e olhe lá.
-Docem velle summs est eruditio (numa tradução livre: o simples fato de buscar o conhecimento é a maior das sabedorias). - Sorrindo pra ele disse, preservando meu cinismo.
-Pra mim isso é marciano. - falou-me.
-Eu tenho certeza disso, colega. - Falei, já fechando minha conta e me despedindo do típico presunçoso ignorante.

Não saber de algo não é demérito, mas fazer pouco caso do conhecimento, tal como raposa diante das distantes uvas, é imbecilidade.
Voltei para casa com a impressão verdadeira de que a cada momento, em cada curva e esquina você pode se surpeender, e isso é o encanto da vida.
Atenção aos pequenos brilhantes que a vida oferece em nossa caminhada. São com eles que confeccionaremos o colar brilhante de nossa história.

aliena optimum frui insania (aprenda com o erro dos outros ou, traduzindo mais viceralmente, é bom aproveitar a loucura dos outros)
Fotos: as imagens do CCSP foram devidamente surrupiadas da web; sorry, mas não localizei os créditos das mesmas.

Musica de Fundo: Era - Hymne

13 fevereiro 2010

Algum dia, nas bibliotecas do Universo...

Sabe quando você mergulha em um lago profundo e gelado, e vai descendo vagarosamente para o escuro das águas? Sabe quando seu corpo desobedece e estanca em estranha letargia, em involuntária e desesperada paralisia motora e mental?
Vê a luz da superfície pouco a pouca rarear aos seus olhos, que indiferentes ao turbilhão que agita seu coração foca no vazio do desencato?

E esse mergulho, independente do tique-taque do relógio, parece-lhe demorar um outono inteiro? Sim, parece, não é mesmo?

Mas invariavelmente por um instinto de sobrevivência irracional, animal, que rompe a tecnicialidade, ele, seu corpo, dá um tranco, clama por oxigêncio, pelo fôlego da vida. E num impulso insano você sobe para a superfície. E o primeiro inspirar é ruidoso, grutal, feio mesmo. É a vida gritando revolta pelo movimento. Pelo movimento que é inerente a tudo que faz parte do universo, cada galáxia, cada sistema solar, cada planeta, asteróide, meteorito, poeira estelar se move, se expande e comprime insessantemente. E cada átomo, molécula, corpo ou pedra que se recusa a esse pulsar é sumariamente colocado a movimento ou sentenciado à eliminação, transformação e revida em movimento.


Pai, seu desencarne tão sentido e dolorido me fez submergir num lago gelado, mas sei que não gostarias de me assistir, de onde estiver, mergulhar no abismo do desencanto. Seguirei adiante, mais forte, mais intenso, mais verdadeiro a cada passo. E ao fim, quando finalmente nos reencontrarmos numa outra plaga, o abraçarei certo de seu orgulho pela tarefa cumprida de maneira edificante por seu filho.


Mi padre, mi amigo, sempre estarás em meu peito.
Nosso amor nos levará ao reencontro.
Nos veremos novamente nas bibliotecas do universo,
algum dia.
Toque mais uma vez, please: A Paz - Zizzi Possi

24 dezembro 2009

Only


Ele olha no espelho,
olha mas não vê seu reflexo.
Vislumbra tão somente cicatrizes d'alma.
Reflete medo e solidão
A solidão dos que buscam,
dos que ousam,
dos que à desobediência se atrevem .
.
E em se atrevendo ele machuca
a quem dele se aproxima,
não se faz compreender em seus afãs,
em seus atos,
em seus gritos surdos,
Sua face é silenciosa,
mas seu peito turbilhão.
.
o espelho é escuro e frio,
como noite de nevasca,
ele vem de longe,
das terras dos mouros,
atravessou os mares,
com seu lume vermelho transparente
no auge de sua cabeça.
.
Muitos o procuraram,
mas ele habilmente escapou
de suas mãos cobiçosas,
de vossos corações envelhecidos
e afogados em ódio e ressentimentos.
.
Ele olha o espelho,
frio e escuro,
e só vê solidão.
Seu reflexo não mais está lá.
Ele nada entende
e nada vê
além de solidão.
Mas sua busca persiste,
pois só assim ele justifica
sua continuidade.
Eder
.
Nestas noites quentes de verão, Ôbèron caminha para dentro do Mausoléu, onde é escuro e frio. Ele, animal felino das neves, das montanhas escarpadas, não tolera o calor. Perde o humor, a sociablilidade, a razão.
Nestas noites quentes não se aproxime dele. A menos que tenha uma garrafa de cerveja bem gelada em mãos, ou quem sabe um drink generosamente carregado de pedras de gelo.
Nestas noites quentes e carregadas de cumprimentos hipócritas natalinos ele se faz não-domesticado, e essas pessoas que andam indiferentes o ano inteiro, incautas que são, irão até o Mausoléu para tentarem oferecerem um abraço falsificado, um comprimento fabricado, retirado dos comerciais natalinos da Sadia.
Incautos que são. Não sairão do Mausoléu sem que suas costas sejam devidamente retalhadas em postas pelas garras do animal das neves.

Toque para mim, Sam: Diamanda Gallas - Gloomy Sunday

13 dezembro 2009

Rubio - Parte I - Moderato

Tem acontecimentos distintos e distantes que inacreditavelmente têm uma ligação invisível, trançando uma sutil teia de aranha e que até o último ato não nos apercebemos de tal entrelace, tal conjuminação...
(Ôbèron / out 2005)

Rubio
Parte I - Moderato

Continua Chovendo por aqui.
Já são três dias de águas em Sampa,
para um gato de rua como eu tempos assim não são nada fáceis.
Frio, chuva, medo e fome. Sinto saudades daqueles tempos.
Bons tempos.
Tempos de carinho e calor.
.
Em dias molhados como esse nem minhas felinas eu encontro nos telhados.
que os Deuses da chuva se recolham para seu retiro. Façam a Roda do Ano girar,
cadê o respeitos às estações?
.
Está tocando na casa em frente uma melodia que meu amigo humano
gostava, acho que ele falava algo como I Pagliaccio,
sempre ouvia comigo no colo,
ele tinha gostos apurados.
Sim, eram tempos bons.
Onde está você, meu caro, pr'onde foste?
Alías, como EU vim parar aqui?
foi tudo tão rápido.
.
Tudo era tão bom e tão seguro,
hoje é de beco em beco,
buraco em buraco,
vivendo de restos.
Sobrevivendo,
subvivendo.

Agora toca Ridi, Pagliaccio,
era a parte que ele mais gostava,
será que ele está lá? será que dentro da sala
daquela casa se encontra meu reencontro mais esperado?
não custa! são somente uma bela corrida,
alguns pulos e esgueirões,
meu pêlo vai encharcar de novo, mas valeria a pena,
se esta etérea ilusão se revelasse concreta realidade...
.
Mas e aqueles humanos jovens que ainda a pouco
queria me machucar e ridicularizar? ainda tão perto estão,
será que conseguiria passar suficientemente rápido?
como um corisco!
sim, como um corisco.
.
Veja, eu com o medo imperando de novo,
será que minha vida se reduzirá ao medo diário?
chorando como o Arlequim que agora trova
não tão longe?
mas meu amado humano pode estar a algumas
jardas desse meu trono de pavor, fome e feiura.
valeria a pena, cada risco, todos eles.
.
Continua.

Ouça: Ridi, Pagliaccio - R Allagna

04 dezembro 2009

Deep Songs


Hoje cantei uma daquelas músicas que fazem sentido só pra gente. Que só lembramos ou cantamos quando algo acontece que faz uma conexão exata e direta com o momento, que arranca lá de dentro um sentimento ou uma lembrança diferenciada, sabe?
Pois bem, cantei.
.
Sabe, o contentamento e a felicidade deveria ter um endereço, tipo um pub, um bar, onde a gente entrasse lá, deixasse nossas dores e cicatrizes na chapelaria como se deixa um casaco e sentasse na cadeira, já mais leve, e pedisse um momento feliz como se pedisse um metropolitan. Não, não estou falando de entorpecentes.
.
Sabe, eu não entendo, as pessoas falam para os outros e para si mesmos que buscam ser felizes que querem paz e amorosidade, mas o que se vê são pessoas se magoando, extraindo de si o de pior e mais contundente. Ferindo a vários e desferindo em muitos.
.
Não precisava de muito para se mudar tudo a nossa volta. Se cada um contesse um pouquinho sua sanha de machucar para se sentir com algum poder e a vida coletiva seria outra, tão melhor. E isso se faria com tão poucas atitudes. Mas o que parece é que para tão pouco ato se precisa de tamanha força inteiror, como se todos estivessem presos e acorrentados aos seus sofrimentos pessoais, suas furiazinhas, seus não-me-toques, seus tesourinhos de dor que as fazem sentir vivas, pessoas diferenciadas (pela tristeza).
.
Ontem eu fiquei um pouco olhando o céu na madrugada, (talvez na esperança inconsciente de ver uma bela estrela cadente em fazer um pedido especial) estava bonito, com nuvens nervosas, correndo ligeiras e se contorcendo no céu; encobrindo e revelando a lua a todo momento. Me encanta.
.
Outra,
A gente tem que ficar quieto, não pode falar muito verdadeiramente com as pessoas, elas não estão preparadas para as palavras genuínas.
É, seu sei, assusta.
A gente tem de sempre tem de estar falando coisas que elas querem ouvir, de preferência de maneira bem soft e blasé, ficar dando tampinhas nas costas e dizendo "sim, é isso mesmo, fez bem" ou "concordo" ou ainda "se fosse eu, tinha feito igual" ou ainda quem sabe "nossa, que bonito isso que você fez" e etc.
A verdade dita, ainda quando normal e bela, assusta. São momentos bicudos estes, baby.
.
Bem, meu caro, prepare os dedos, é mais uma coleção a escrever,
corre que o tempo é curto.
.
Sam, toque outra vez:

08 novembro 2009

Will You Still Love Me Tomorrow?

Na Confusão de carros e pessoas, por uma fração de segundo pensei ter visto você, ainda diminuí a velocidade, mas não mais conseguir localizar-te. Parecia-me um filme de Tarantino.
Ainda tenho de entender o que significa (caso signifique algo), de maneira repetina, o ressurgimento de tantas pessoas, coisas, situações e cosas do meu passado distante nas semanas presentes. Isso já está me dando nos cascos.
Well, deixemos isso de lado, por hora... ...whatever...

X x X

E ontem me diverti, como a muito não ocorria. Conversando com um amigo (bêbado) que queria falar coisas relevantes, tecer teses profundas. Aliás existem poucas coisas mais hilárias que um bêbado tentando usar da inteligência, da profundidade e da perspicácia.
Ah, isso vai render a semana toda.

A cada dia me aborrecendo menos com o externo, vou seguindo meus dias. Brigando pelos meus sonhos. Nada mais broxante que pessoas sem sonhos, sem metas, sem objetivos...
Nada mais assutador que pessoas jovens desacreditando de seus sonhos, que nada mais é que nome etéreo para metas. E um ser humano sem metas é barco sem velas.

Sam, toque de novo:
Amy winehouse - Will You Still Love Me Tomorrow

25 outubro 2009

Choices

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É interessante aquela máxima: uma mentira dita muitas vezes se torna uma verdade.
Muitas vezes nos convencemos de certa coisa que não é (não existe, não é benéfica, não é nossa...) que a dita É. E então é o bastante para bloquearmos o entendimento e nos recusemos a encarar a "real realidade". Amigos, como isso acontece.... E sometimes estas ilusões perduram meses, anos, ...uma vida.

Mesmo a vida dizendo que "não" a gente repete por cima "é, e é, é por que é!"

Daí sofremos, estagnamos, auto-anulamos, perdemos chances.

Chance, que palavrinha... ...ô palavrinha que pode mudar rumos, destinos, diferença entre satisfação e frustração. E normalmente recusamos a fazer as escolhas. Protelamos até a vida fazer a escolha que deveria ser nossa. E daí é imprevisível. A vida é galhofeira e quando faz as escolhas para a gente normalmente escolhe a direção que vai se rmais dolorida; creio que é para não esquecermos, para que da próxima não nos demoremos em fazer, por nossa conta, a tal da escolha. Aproveitar as Chances, a tempo.

Hoje meu foco é, indentifique as ilusões que produziu e jogue no incinerador, rápido. Run, Lolla, Run. A vida passa num estalo. não há espaço para nos demorar nos sofrimentos, seja para sentir a falsa ilusão de preservação seja para agradar outras pessoas, suprir as espectativas de outras pessoas. Não se engane, isso só traz dor e amargura lá na frente. Raiva de si mesmo. E isso é tão ruim...

Vejo que a vida está me cobrando a escolha, tenho de agir, não quero que o poder de escolha fuja de minhas mãos.

Bem, já teclei demais, deixa-me ir para o atelier, fazer minhas peças, minhas esculturas, fazer minha arte.

04 outubro 2009

PR'ONDE?

PR'ONDE ANDAS, PROMETEU?

Onde seu caminhar macio marca a terra?
Teria sumido? fora roubado? Abduzido?
Seria fácil dizer somente que morreu.
Estaria a resposta no coração? que nunca erra.
Ou simplesmente partido, comigo aborrecido?
Por onde andas, caro Prometeu?


Enquanto olho as acácias no campo

lembro de seus cabritismo com as borboletas,
com aquele pardal e mais outro pirilampo.
Quantas arabescos e quantas piruetas,
com tantas palomas e muitos mosquitos,
que nos renderam divertidos momentos e tantos escritos.

Nestes dias necessito do por quê de sua partida.
E se queres mesmo que lhe diga,
tudo o que eu tinha, era meu e seu,
se é que tu não sabes.

Meu querido Prometeu,
hoje, de ti, senti saudades.

em homenagem a Prometeu, o gato negro.


Eder Araujo/O Colhedor

03 outubro 2009

60 luas...

"Aprendo mais com meus erros que com os meus acertos"

Essa frase nunca fez tanto sentido como esta semana.
Tenho dois meses para ajustar o que tem de ser ajustado.
Será ajustado.

Tenho sessenta luas para agir, como diriam os meus ancestrais.

28 setembro 2009

Chuva e Vento em Sampa

Nesta segunda-feira muita chuva em Sampa. Muito vento abalando e arrancando árvores pelas ruas e praças.
Tomei uma chuva danada pela tarde, fiquei ensopado. onde eu estava a chuva caiu justamente no momento que estava mais longe do carro. E poderia ser diferente? Hoje era segunda.
Mas sabe que eu curti. Ah, tomar uma chuva de vez em quando é até gostoso. Principalmente quando se pode voltar facilmente para casa para trocar a camisola.
Esta foto que ilustra o post estou dirigindo encharcado, não sabia se estava mais molhado dentro ou fora do carro.
Tenho muita coisa o que fazer, inclusive trabalho para ONGs de proteção a animais, desenvolver logos e brindes para essa galera cheia de vontade de ajudar nossos amigos não-humanos poder fazer mais e mais. Sei não, acho que esta madrugada vai ser longa.
E quando as coisas estão inesperadamente rumando para um caminho bacana, cheio de vitórias e conquistas? E quando isso está vindo sem apurrinhações e obstáculos? É fingir que nem tá vendo e deixar rolar sem se admirar. Para não "gorá" a boa fase....rs.
Na rádio só tocando Amr Diab

17 setembro 2009

No amanhecer, the change

Está amanhecendo...
Foi longa a noite e passou arrastada.
Sabe quando, sometimes, vem ao seu pensamentos as circunstâncias da vida,
faz você pensar, quase te obriga? Pois bem.

Parece que algo ou alguém, num outro mundo, te acua contra-paredes,
te diz: olha só, veja aí, resolva isso! e você não consegue pregar os olhos.

Faz você olhar para coisas que não quer observar, ponderar,
pois se o fizer sabe que terá de tomar atitudes, mudar.
Resolver.

É, os primeiros raios dessa quinta-feira já invadiram meu escritório,
chamam às falas, cobram resoluções.

Então, que seja.

É chegada (ou quase) a Primavera,
renovação, ressureição, a vida reinventada, renovada e rediviva.
Deve ser esta força hemisférica que me empurra para tal porta,
que talvez à consciencia não queira atravessar,
mas que inconscientemente sei que não há escolhas.